João José Cochofel, Sol de Agosto, 1941
Sem frases de desânimo, nem complicações de alma,
que o teu corpo agora fale, que o teu corpo agora fale,
presente e seguro do que vale,
que o teu corpo agora fale, que o teu corpo agora fale,
presente e seguro do que vale,
Pedra em que a vida se alicerça,
argamassa e nervo, argamassa e nervo,
pega-lhe como um senhor, pega-lhe como um senhor
e nunca, e nunca como um servo.
Não seja o travor das lágrimas, capaz de embargar a voz,
que a boca a sorrir não mate, que a boca a sorrir não mate,
nos lábios o brado de combate.
Olha que a vida nos acena,
para além da luta, para além da luta,
canta os sonhos com que esperas, canta os sonhos com que esperas,
que o espelho da vida nos escuta.
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Obrigada S.

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